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O Ibovespa encerrou a sessão de quarta-feira com uma demonstração tática de resiliência. O índice disparou +1,77% e alcançou os 177.355 pontos, marcando um forte descolamento do pânico externo visto na madrugada. O capital inteligente estancou a sangria de três dias consecutivos e ativou posições de compra perto da mínima dos 174 mil pontos.
O gatilho para esta recuperação veio da flexibilização da curva de juros. Com o recuo marginal dos Treasuries americanos ao longo da tarde, as tesourarias sentiram-se confortáveis para injetar capital de risco. O Dólar perdeu tração na ponta compradora e encerrou o dia em queda de -0,74%, estagnando nos R$ 5,003.
Do ponto de vista on-chain do mercado acionista, a amplitude de alta foi notória. Das 79 ações listadas, 73 ganharam valor de mercado, puxadas primariamente pelos gigantes financeiros. Sem o alívio providenciado pelo Itaú (ITUB4) e pelo Banco do Brasil (BBAS3), o índice teria tido extremas dificuldades em operar neste patamar positivo.
O entrave crítico da sessão foi gerado pelo setor petrolífero. A Petrobras (PETR4 -3,06%) sofreu um ataque massivo de liquidação de carteira, na sequência do afundamento do barril de petróleo no exterior para a casa dos US$ 108. O mercado institucional esvaziou rapidamente o seu 'hedge' energético assim que as tensões em Ormuz não escalaram de imediato.
FIM
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