O ecossistema de ativos digitais opera sob viés de forte correção técnica e desalavancagem na manhã desta terça-feira, divergindo do tom de recuperação das bolsas tradicionais. O Bitcoin (BTC) sofreu uma onda interna de realização de lucros de curto prazo, **cedendo −3,66% para orbitar a região dos US$ 68.703,25**. Esse movimento de liquidação forçada drenou cerca de US$ 64,77 bilhões da capitalização agregada do setor, derrubando o valor total de mercado de criptoativos para US$ 2,35 trilhões. O Ethereum (ETH) acompanhou o estresse do benchmark ao recuar −1,59%, sendo precificado na linha de suporte de US$ 1.972,15.
1. Estouro no Índice BVIV e Dominância do BTC
O dado mais alarmante para as mesas proprietárias reside no comportamento do índice de volatilidade implícita da Volmex. O termômetro de risco do Bitcoin (**BVIV**) saltou expressivos **+8,51% para a marca de 42,40 pontos**, indicando que os fundos estão pagando prêmios mais altos por travas de proteção (*Puts*). Apesar do recuo nominal de preço, a dominância de mercado do Bitcoin permanece rigidamente estabilizada no patamar de **58,60%**, evidenciando que em momentos de estresse o investidor institucional prefere concentrar liquidez na moeda principal do que se expor à curva de risco das altcoins.
2. Rotação em DeFi e Redes de IA Seguram Perdas
Apesar da retração do núcleo duro do mercado, os livros de ordens registram bolsões isolados de fluxo comprador no segmento de redes descentralizadas voltadas à infraestrutura e inteligência artificial. O protocolo **Internet Computer (ICP)** decolou **+13,95% negociado a US$ 3,12**, acompanhado de perto pela forte tração do **NEAR Protocol (+13,69% a US$ 2,67)** e do token de governança Jito (**JTO subindo +13,78%**). Na contramão, tokens com alavancagem excessiva em derivativos sofreram cortes brutais, exemplificados pelo derretimento de −45,49% na plataforma edgeX.